5G e a Banda C

Estamos no processo de preparação para a implantação do 5G no Brasil, onde no ano que vem 2020, haverá o primeiro Leilão, mas qual o impacto e as principais barreiras?

Uma das principais barreiras, é a concorrência da faixa de Frequência. O 5G deve ocupar a faixa de 3,5GHz e a recepção de canais de TV Via Satélite em Banda C, começa em 3,6 GHz até 4,2 GHz. Pelos níveis de sinal utilizados no 5G, e a convivência entre eles no momento sem nenhuma alteração é inviável.


Quem está envolvido nesta briga?


Do lado do 5G temos, operadoras de telefonia (Claro, Tim, Oi, Vivo, Nextel), fabricantes de celulares e de equipamentos para transmissão e comunicação (Huawei, ZTE, Nokia, Ericsson). Na banda C, temos Canais de TV Via Satélite (A maioria dos canais de Televisão, tanto aberto como fechados, e distribuição de canais para filiadas é feita através da Banda C) Mesmo as operadoras DTH recebem a grande maioria dos canais através da recepção em banda C), fabricantes de equipamentos para transmissão e recepção, operadoras de satélite (Existem 11 satélites brasileiros operando em Banda C), que se preocupam com a migração de canais de TV para outra banda de transmissão e perdas de clientes. No meio desta briga temos os usuários de TV via satélite, mais conhecida como TV parabólica, devido as antenas parabólicas usadas na recepção do sinal. De acordo com a pesquisa do PNAD/IBGE de 2017, existem cerca de 17 milhões de domicílios no Brasil que recebem sinais de TV via satélite, o que representa 24% do total. Destes 17 milhões, cerca de 6 milhões possuem como única forma de recepção de sinal de TV a TV via satélite.


Como o 5G pode interfere na Banda C?


A recepção em Banda C funciona da seguinte maneira: Uma Antena Parabólica que recebe o sinal e concentra ele no LNB, ou LNBF, esta concentração do sinal é considerada o ganho da antena, o sinal concentrado entra no LNB ou LNBF e é amplificado em torno de 60dB. Normalmente os sinais de recepção do satélite chegam na antena em torno de -100 dBm, e após serem amplificados na antena, e LNBs, entregam ao receptor um sinal em torno de -30dBm. Porém os sinais em 5G possuem um nível alto de transmissão, e mesmo com os filtros atuais do que possuem em alguns LNBFs para diminuírem os sinais da frequência 3,5 GHz, eles atenuam em cerca de 30dB o sinal, mas como o nível é alto, eles interferem no receptor que não consegue abrir os sinais corretamente, por conta do alto nível e saturação do LNBF.


Quais as Soluções apresentadas para a resolução do problema?


Para a solução do problema entre o 5G e a banda C, a ANATEL, esta buscando qual a melhor solução, trabalhando junto com fabricantes, operadores de satélite e todos envolvidos neste impasse. Algumas opções que foram apresentadas foram as seguintes:


- Migração dos canais da Banda C para a Banda Ku;


Esta opção resolveria a questão da interferência do 5G na Banda C, livrando o espectro para a utilização da tecnologia 5G, porém todos os canais da Banda C teriam que migrar para a Banda Ku, desta forma iriam precisar de:

1 – Troca de satélite utilizado, pois os satélites como Star One C2, e C3 já possuem a Banda Ku toda ocupada;

2 – Substituição de equipamentos de transmissão, como hpas, guias de ondas, e passar toda a estrutura de uplink de Banda C para Ku, e apontamento para o novo satélite;

3 – Adequação de todos os prestadores de serviço que fazem a contribuição para as emissoras como SNGs e DSNGs, que deverão trocar seus equipamentos de Banda C para Ku;

4 – Adequação das emissoras substituindo suas recepções de Banda C para Ku, e substituindo seus LNBs ou LNBFs de recepção;

5 – Adequação do público em geral, substituindo sua recepção de Banda C para Ku, com kits distribuídos pelo governo, como feito na distribuição de kits da TV Digital;

Apenas 1 emissora para fazer sua adequação de Banda C para Ku, já gastaria vários milhões de reais, agora imagine todas as emissoras do país fazendo esta migração qual seria o custo total?

Ainda teremos o problema com a recepção do sinal em Banda Ku que possui maior influencia do clima, por exemplo como o aumento da perda de sinal quando em dias chuvosos. Quando a chuva acontece no local de transmissão, é possível compensá-la subindo o nível de transmissão, porém quando a chuva se encontra na recepção, não há como fazer compensação.


A outra opção que a ANATEL está trabalhando é:


- Convivência do 5G e os canais na Banda C;


Para esta convivência seria necessário:

1 – Acabar com o os canais da Banda Estendida na Banda C que começam em 3.625 GHz, até 3.7 GHz, deixando esta largura de banda livre, e realocando estes canais em outras frequências;

2 – Desenvolvimentos de melhores filtros nos LNBFs. A ANATEL, junto com os grandes fabricantes de LNBFs, estão fazendo uma série de testes para verificar a viabilidade do filtro, e qual maneira de fazê-los. A WHC Engenharia esteve presente em alguns destes testes, e a grande barreira é, como o 5G, presente na frequência de 3,5GHz é muito próximo do ínicio da Banda C que começa em 3,7GHz, para que o filtro seja eficiente, ele precisa ter uma atenuação muito grande, porém com uma largura de banda muito estreita, pois ele precisa rejeitar o máximo possível o sinal do 5G, e deixar passar livremente os sinais em 3,7GHz. Por ser um filtro muito estreito, e com uma rejeição bem grande também existe a dificuldade em acrescentar o filtro sem elevar muito o custo final para o público em geral dos LNBFs. Pois em LNBFs profissionais é mais fácil de atingir este filtro de acordo com estas exigentes, mas ficará inviável distribui-los para todos os domicílios do pais.


Portanto o cenário ainda é de incerteza, não se sabe qual o caminho que será definido pela ANATEL, porém sabemos que nos próximos meses poderão ocorrer muitas mudanças no setor, e devemos estar preparados para o que irá acontecer.


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